08 Novembro 2009

As minha Músicas

A rádio está sempre ligada. As melodias entoam-se constantemente na minha casa. Tenho notado que há dois dias certas músicas voltaram a ser tocadas. Nada parece estranho a não ser o facto de estas terem sabor a momentos passados. Etapa triste da minha vida, diria. Hoje, novamente, dou por mim a cantarolar uma canção. Certamente a ouvi algures e o meu sub-consciente, agora, reprodu-la. Aqui estão as lembranças sonoras:


The boy does nothing - Alesha Dixon

Gravity - Sara Bareilles

Hatin' on the Club - Rihanna

All in my head - Katie Melua

Almost Lover - A Fine Frenzy
Mais informação?


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04 Outubro 2009

Communication - Cardigans


For 27 years I’ve been trying to believe and confide in
Different people I’ve found.
Some of them got closer than others
And someone wouldn’t even bother and then you came around
I didn’t really know what to call you, you didn’t know me at all
But I was happy to explain.
I never really knew how to move you
So I tried to intrude through the little holes in your veins
And I saw you
But that’s not an invitation
That’s all I get
If this is communication
I disconnect
I’ve seen you, I know you
But I don’t know
How to connect, so I disconnect

You always seem to know where to find me and I’m still here behind you
In the corner of your eye.
I’ll never really learn how to love you
But I know that I love you through the hole in the sky.

Where I see you
And that’s not an invitation
That’s all I get
If this is communication
I disconnect
I’ve seen you, I know you
But I don’t know
How to connect, so I disconnect

Well this is an invitation
It’s not a threat
If you want communication
That’s what you get
I’m talking and talking
But I don’t know
How to connect
And I hold a record for being patient
With your kind of hesitation
I need you, you want me
But I don’t know
How to connect, so I disconnect
I disconnect.


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02 Outubro 2009

Desiquilíbrio

Desiquilibrei-me.

Nem sei bem o que dizer. Muda não serei. Estou apenas cansada de um jornada que já tem meses. Tentei e até dizer "chega" vou tentar. Queria uma solução para as desilusões que não cessam. Há coisas que não deviam precisar de ser ditas. Nem mesmo agora consigo poetisar a coisa. Mas o quê? A vida no plural.
Deixa-me estar na solidão que cultivaste. Solitário.
Não desvendes as tuas dúvidas. Enigmático.
Acerca-me da realidade moldável. Indeciso.
Mas não cries duplicidades. Inconstante.
Cheguei ao meu limite...desiquilibrei-me.
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07 Setembro 2009

Algo teu


É só o nada a bater-nos à porta
E a mim importa-me que estejas a meu lado
Enquanto o medo vai dançando à nossa volta

É só uma imagem que sonhámos doce imagem
Nada que um dia após o outro reproduza
Mas meu amor estaremos sempre de passagem
Esquece o que eles dizem sobre um grande amor
Quem podia mais querer-te como eu
Nada que acredite conseguir mostrar pois é algo teu

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08 Agosto 2009

As palavras que te direi


"Today we remember to live and to love". Tinha cerca de 8 anos quando vi algo que nunca quis. Era demasiado criança para entender o que se passava. O barulho era doloroso. As vozes obedeciam a uma hierarquia. Ele mandava, a outra justificava-se. Lembro-me de sentir esse mundo na pele. Não era justo. Muito menos aceitável que ela também sofresse. Chorei. Adoeci. Aquela realidade não devia ser minha, nossa, de ninguém.

Por vezes perguntam-me como consegui ser assim. Assim como? Ultrapassar o trauma? Não sei o que entender destas questões. Sorrir é sempre a melhor opção. O remédio certamente é o amor. Ela estava lá. Continua cá. A minha força. Ele também. Eles não. Eles não sei quem são. Estranhos. A morte era tentadora. Queria tentar. Desistir. Acabar com o sofrimento. Hoje estou aqui.

Às vezes, dou por mim a desejar o término. Facilitaria a vida se ela não houvesse. Imagino que padeço de uma doença incurável. Em que é que tudo isto contribui para que os outros me vejam? Lamento, a minha imaginação dá-me inúmeras respostas. Nenhuma praticável. A ilusão é sempre tão perfeita, tão nossa e fugitiva. Se atender a uma análise psicológica diriam que necessito de atenção. Então, mimem-me. Conclusões como esta só me fazem rir da parvoíce que me impregna.

Esqueçam as esmolas. Aturei por muito tempo a piedade falseada do quotidiano. Cresci. Sofri? Claro, mas ergui-me e aqui estou. Podem ter sobrado marcas mas então que sejam elas as tatuagens que não tenho. O medo esta sempre por perto. Assola-me cada vez que tenho de decidir o presente. Não quero a realidade que eles criaram.

Lembro-me de um elogio que a professora Josefina me fez aquando estudava Artes, no secundário. Dizia ela que eu nunca cometia o mesmo erro. Julgo que apenas se aplica ao meu português. Mesmo nesse tenho dúvidas. Vejo que continuo a ser a mesma tonta. A necessidade de agradar alastrou-se. O “eu” foge assolapado. Prevalece o “te”. Será justo? Equilíbrio falta-lhe seguramente. Este prato da balança pesa demais. Aos poucos a força é sugada. Preciso de desistir. Há muita tentação.

Cansaço. Tudo se resume à fadiga de uma batalha para a qual me deixei arrastar. Sou agora mais experiente. O compasso estava desregulado. A solução definitivamente não era Actimel. Era a calma do tempo que voa. Aprendi que ele tudo cura.

Dizem que a vida não perdoa. Não o perdoo nem procuro absolvição. Apenas uma nova esperança que me faça sorrir.

Não quis exagerar no uso da palavra. Não quis a leviandade. Pouco a pouco haveria de ser construído. Havia empenho. Meu. Despi-me de dúvidas. Deixaste-me cair. Agora visto a armadura. Tornaste-te estranho.
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06 Agosto 2009

Pra ser sincero



Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo que eu quis
Confesso a minha dor...

E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal...

E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu vôe...

E o que passou, calou
E o que virá, que dirá
E só ao seu lado
Seu telhado
Me faz feliz de novo...

O tempo vai passar
E tudo vai entrar
No jeito certo
De nós dois...

As coisas são assim
E se será, que será
Pra ser sincero
Meu remédio é
Te amar, te amar...

Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo
O que eu sinto
Longe de você...

uhmm...

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15 Julho 2009

Stand by


Distraída. Sempre me vi como aluadamente distraída. Não do tipo que não percebe o que se passava à volta mas do género sonhadora. Porque eu apercebo-me e sinto. Por vezes dói. Como agora. Passa? Claro que passa. Tudo vai e tudo vem. A minha dúvida está nas segundas oportunidades. Será justo esperar pelo momento certo? Mas o que é isso de perfeição temporal? Canções de embalar que inventaram para os temerosos. Acredito na força dos sentimentos. Emoções leva-as o vento. Tudo o que nos impele a agir é bom. Somos actores da nossa vida. O que fazemos determina o que será. Por vezes não sei de mim. Mas agora estou aqui. Depois não sei.
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14 Junho 2009

Step by step...


" (...) You can do your betting, we're getting

Some fun out of life (...) "

in Getting some fun out of life


" (...) Show me slowly what I only know the limits of

Dance me to the end of love (...) "

in Dance me to the end of love



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10 Junho 2009

I just feel like saying...


"I'm done..."

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