07 setembro 2009

Algo teu


É só o nada a bater-nos à porta
E a mim importa-me que estejas a meu lado
Enquanto o medo vai dançando à nossa volta

É só uma imagem que sonhámos doce imagem
Nada que um dia após o outro reproduza
Mas meu amor estaremos sempre de passagem
Esquece o que eles dizem sobre um grande amor
Quem podia mais querer-te como eu
Nada que acredite conseguir mostrar pois é algo teu

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08 agosto 2009

As palavras que te direi


"Today we remember to live and to love". Tinha cerca de 8 anos quando vi algo que nunca quis. Era demasiado criança para entender o que se passava. O barulho era doloroso. As vozes obedeciam a uma hierarquia. Ele mandava, a outra justificava-se. Lembro-me de sentir esse mundo na pele. Não era justo. Muito menos aceitável que ela também sofresse. Chorei. Adoeci. Aquela realidade não devia ser minha, nossa, de ninguém.

Por vezes perguntam-me como consegui ser assim. Assim como? Ultrapassar o trauma? Não sei o que entender destas questões. Sorrir é sempre a melhor opção. O remédio certamente é o amor. Ela estava lá. Continua cá. A minha força. Ele também. Eles não. Eles não sei quem são. Estranhos. A morte era tentadora. Queria tentar. Desistir. Acabar com o sofrimento. Hoje estou aqui.

Às vezes, dou por mim a desejar o término. Facilitaria a vida se ela não houvesse. Imagino que padeço de uma doença incurável. Em que é que tudo isto contribui para que os outros me vejam? Lamento, a minha imaginação dá-me inúmeras respostas. Nenhuma praticável. A ilusão é sempre tão perfeita, tão nossa e fugitiva. Se atender a uma análise psicológica diriam que necessito de atenção. Então, mimem-me. Conclusões como esta só me fazem rir da parvoíce que me impregna.

Esqueçam as esmolas. Aturei por muito tempo a piedade falseada do quotidiano. Cresci. Sofri? Claro, mas ergui-me e aqui estou. Podem ter sobrado marcas mas então que sejam elas as tatuagens que não tenho. O medo esta sempre por perto. Assola-me cada vez que tenho de decidir o presente. Não quero a realidade que eles criaram.

Lembro-me de um elogio que a professora Josefina me fez aquando estudava Artes, no secundário. Dizia ela que eu nunca cometia o mesmo erro. Julgo que apenas se aplica ao meu português. Mesmo nesse tenho dúvidas. Vejo que continuo a ser a mesma tonta. A necessidade de agradar alastrou-se. O “eu” foge assolapado. Prevalece o “te”. Será justo? Equilíbrio falta-lhe seguramente. Este prato da balança pesa demais. Aos poucos a força é sugada. Preciso de desistir. Há muita tentação.

Cansaço. Tudo se resume à fadiga de uma batalha para a qual me deixei arrastar. Sou agora mais experiente. O compasso estava desregulado. A solução definitivamente não era Actimel. Era a calma do tempo que voa. Aprendi que ele tudo cura.

Dizem que a vida não perdoa. Não o perdoo nem procuro absolvição. Apenas uma nova esperança que me faça sorrir.

Não quis exagerar no uso da palavra. Não quis a leviandade. Pouco a pouco haveria de ser construído. Havia empenho. Meu. Despi-me de dúvidas. Deixaste-me cair. Agora visto a armadura. Tornaste-te estranho.
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06 agosto 2009

Pra ser sincero



Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo que eu quis
Confesso a minha dor...

E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal...

E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu vôe...

E o que passou, calou
E o que virá, que dirá
E só ao seu lado
Seu telhado
Me faz feliz de novo...

O tempo vai passar
E tudo vai entrar
No jeito certo
De nós dois...

As coisas são assim
E se será, que será
Pra ser sincero
Meu remédio é
Te amar, te amar...

Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo
O que eu sinto
Longe de você...

uhmm...

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15 julho 2009

Stand by


Distraída. Sempre me vi como aluadamente distraída. Não do tipo que não percebe o que se passava à volta mas do género sonhadora. Porque eu apercebo-me e sinto. Por vezes dói. Como agora. Passa? Claro que passa. Tudo vai e tudo vem. A minha dúvida está nas segundas oportunidades. Será justo esperar pelo momento certo? Mas o que é isso de perfeição temporal? Canções de embalar que inventaram para os temerosos. Acredito na força dos sentimentos. Emoções leva-as o vento. Tudo o que nos impele a agir é bom. Somos actores da nossa vida. O que fazemos determina o que será. Por vezes não sei de mim. Mas agora estou aqui. Depois não sei.
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14 junho 2009

Step by step...


" (...) You can do your betting, we're getting

Some fun out of life (...) "

in Getting some fun out of life


" (...) Show me slowly what I only know the limits of

Dance me to the end of love (...) "

in Dance me to the end of love



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28 maio 2009

Porque


Porque por vezes me custa falar.
Porque por vezes não sou corajosa o suficiente para dizer.
Porque queria ser outra na minha pele.
Porque gostar nem sempre é certo.
Porque se fosse matemática o mais correcto era ser isso.
Porque seria apenas isso sem um mas.
Porque o mas sempre atrapalha.
Porque não sei ir mais longe de mim.
Porque nunca quis voltar atrás.
Porque quero fazer do presente um passado melhorado.
Porque por vezes penso que vou tropeçar…
Porque não sei se nasci para…
Porque me esgoto nos porquês.
Porque és do que preciso.
Porque mais do que necessidade és o que quero,
Amanhã vou ser capaz!

P.S. - Este poema contém uma mensagem subliminar :p
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17 maio 2009

Fairytale - Alexander Rybac (Norway - ESC)


Years ago, when I was younger,
I kinda liked a girl I knew.
She was mine, and we were sweethearts
That was then, but then it’s true

I’m in love with a fairytale,
even though it hurts
‘Cause I don’t care if I lose my mind
I’m already cursed.

Every day we started fighting,
every night we fell in love
No one else could make me sadder,
but no one else could lift me high above

I don’t know what I was doing,
when suddenly, we fell apart
Nowadays, I cannot find her
But when I do, we’ll get a brand new start

I’m in love with a fairytale,
even though it hurts
‘Cause I don’t care if I lose my mind
I’m already cursed

She’s a fairytale
Yeah…
Even though it hurts
‘Cause I don’t care if I lose my mind
I’m already cursed
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10 maio 2009

Despertar


O tempo passa. Mesmo quando tal parece impossível. Mesmo quando cada tiquetaque do ponteiro dos segundos dói com o palpitar do sangue sobre a ferida. Passa de forma irregular, em estranhos avanços e pausas que se arrastam. Mas lá passar, passa. Até para mim.



Não me era permitido pensar nele. Este era um aspecto em relação à qual tentava ser bastante rigorosa. Evidentemente que cometia deslizes; era humana. Contudo, estava a melhorar e, nesse sentido, a dor era algo que conseguia evitar há já vários dias. Em contrapartida, deparava-me com um amontoamento interminável. Entre a dor e o nada, eu optara pelo nada. (…)
A única coisa que me fazia sofrer era a voz dele estar a desaparecer.




Por mais que me esforçasse para não pensar nele, também não o tentava esquecer.




No entanto, descobri que sobreviria. Se estava acordada, sentia dor – um penoso sentimento de perda que irradiava do meu peito, gerando terríveis ondas que me percorriam os membros e a cabeça -, mas era tolerável. Conseguia suportá-la. Não sentia que a dor enfraquecera com o passar do tempo, mas que me tinha tornado o suficientemente forte para conseguir aguentá-la.


Lua Nova de Setephenie Meyer
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